Sobre a Língua Portuguesa

Por que é importante conhecer bem a língua portuguesa?

Conhecer bem a NOSSA LÍNGUA é um passo essencial para ampliarmos nossos horizontes. Através desse conhecimento, podemos:

a) nos expressar melhor e ampliar as chances de conquistarmos atenção e respeito dos interlocutores;

b) ler e compreender plenamente diferentes tipos de texto, mesmo os mais complexos;

c) expressar com clareza sentimentos e opiniões, para que ouçam e entendam;

d) escrever de forma atraente e coerente com o que pretendemos comunicar;

f) elevar o nosso nível cultural e apreciar plenamente cada nova informação adquirida.

A língua portuguesa no mundo

A língua portuguesa é o idioma oficial de Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe e Timor Leste.

Em cada um desses países, nossa língua incorporou palavras nativas, pronúncias próprias e formas diferentes de construir frases. Mas em todos eles, foi mantida a unidade com Portugal consolidada através de acordos ortográficos.

Nosso idioma também é conhecido em outras localidades do mundo, povoadas pelos portugueses no século XVI. São elas: Zanzibar, na Tanzânia (costa oriental da Ásia); Macau, território encravado na China que foi administrado pelos portugueses durante cerca de 400 anos; Goa, Diu, na Índia; e Malaca, cidade da Malásia declarada patrimônio mundial pela Unesco em 2008.

Atualmente, a língua portuguesa é a quarta língua mais falada no mundo, e este universo de falantes representa mais de 7% de toda a superfície continental da Terra.

De acordo com informações divulgadas pelo Instituo Camões, o português é a língua que apresenta uma das taxas de crescimento mais elevadas nas redes sociais, bem como na aprendizagem como língua estrangeira.

Até breve e bons estudos!

Cláudia V. Lopes

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A vaca foi para o brejo

vaca ir para o brejo

Oi, pessoal!

Vocês conhecem expressão brasileira “a vaca foi para o brejo”? O brejo é um terreno alagadiço, lodoso, também denominado pântano. Em tempos difíceis e de seca, o gado vai em direção a brejos ou terrenos alagadiços, pantanosos, à procura de água.

Quando uma vaca vai para o brejo, acaba dando muito trabalho para ser removida, pois fica completamente atolada e pode até morrer, daí a expressão ter adquirido uma conotação negativa, indicando uma situação difícil e ruim ou que não se concretiza.

Exemplo:

Com a crise econômica, o nosso projeto de ir para a Itália no próximo ano foi para o brejo.

Variante: A vaca foi para o brejo de corda e tudo. 

Até breve e bons estudos!

Cláudia V. Lopes

MAS e MAIS: quando usá-los?

Olá, pessoal!

Uma das dúvidas mais comuns da língua portuguesa (falada no Brasil) relaciona-se ao uso de “mas” e “mais“, que pertencem a classes gramaticais diferentes: mas é uma conjunção adversativa, que nos dá ideia de oposição, e pode ser substituída por “contudo”, “todavia”, “entretanto”, etc.; mais é um advérbio de intensidade/quantidade; oposto de menos.

No português brasileiro, a distinção fonética entre um é outro é mínima ou nula, pois os falantes tendem a pronunciar “mas” [mais], praticamente como pronunciam “mais” [mais]. No português europeu, isso não acontece, simplesmente porque a conjunção mas é pronunciada [mɒs], determinando, desse modo, a distinção fonética em relação ao advérbio mais.

Prestem atenção nos exemplos:

mas e mais_1

Exemplos com “mas” e “mais” juntos na mesma frase:

a) Queria comer mais sorvete de limão, mas acabou.

b) No próximo domingo tenho uma festa, mas terei que ir embora mais cedo: tenho uma prova de português na segunda-feira.

Até breve e bons estudos!

Claudia V. Lopes

O significado das coisas – Amor platônico

O amor platônico é a forma mais romântica e sublime de amor que possa existir, pois elimina completamente o aspecto físico e sensual para se concentrar apenas na alma. Essa expressão tão conhecida nasce a partir de uma teoria de Platão. Todavia, o termo amor platonicus como sinônimo de amor sacraticus foi cunhado por Marsílio Ficino (1433 – 1499), filósofo, astrólogo e o maior representante do Humanismo florentino.

amor platonico

(Detalhe, Madona Sistina – Raffaello Sanzio)

Em ambos os casos, trata-se de um amor que não há nada de físico, mas de espiritual, que se aproxima da perfeição divina. Como podemos perceber, a expressão que se tornou popular por indicar a ausência do amor carnal tem, na realidade, um valor muito mais profundo. Na língua corrente, esse tipo de amor é entendido como amor a distância, ou seja: não podemos nos aproximar do ser amado, não o podemos tocar, mas somente idealizá-lo como imagem de perfeição divina.

Platão (em grego antigo: Πλάτων, transl. Plátōn, "amplo", Atenas, 428/427 – Atenas, 348/347 a.C.) foi um filósofo e matemático do período clássico da Grécia Antiga, autor de diversos diálogos filosóficos e fundador da Academia em Atenas, a primeira instituição de educação superior do mundo ocidental. Juntamente com seu mentor, Sócrates, e seu pupilo, Aristóteles, Platão ajudou a construir os alicerces da filosofia natural, da ciência e da filosofia ocidental. (Wikipédia)
Algumas frases de amor de Platão
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(créditos: petaladerosa)

“Não há ninguém, mesmo sem cultura, que não se torne poeta quando o amor toma conta dele.”

“Só pelo amor o homem se realiza plenamente.”

“Quem ama extremamente, deixa de viver em si e vive no que ama.”

“Todo homem é poeta quando está apaixonado.”

“O amor é a busca do todo.”

Até breve e bons estudos!

Cláudia V. Lopes

 

Sobre o porque e outros porquês

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Olá, pessoal!

Se entender o uso dos “porquês” é uma problema para os falantes de língua portuguesa, imaginem com será para os estrangeiros que a estão estudando! O uso dos “porquês” sempre foi um assunto muito complexo, pois suscita sempre muitas dúvidas na hora de usá-los. O que tenho visto por aí, sobre tudo nas redes sociais, é que cada um adota a forma que mais lhe convém, que é quase sempre “pq” (forma abreviada que abarca todos os porquês). Porém, vamos tentar entender juntos quais são as principais diferenças e quando devemos usar cada uma deles.

Leiam o trecho abaixo, tirado do livro Memórias Póstumas de Brás Cubas, de Machado de Assis, em que é possível ver quatro “porquês” consecutivos:

“— Estou muito zangada com o senhor. — Dizia ela.
Por quê?
Por que… Não sei por quePorque é minha sina… Creio que às vezes que é melhor morrer.
Tinham penetrado numa pequena moita: Era lusco-lusco; eu segui-os. O Vilaça levava nos olhos umas chispas de vinho e de volúpia.
— Deixe-me, disse ela.
— Ninguém nos vê. Morrer, meu anjo? Que ideias são essas! Você sabe que morrerei também… Que digo?… Morro todos os dias, de paixão, de saudades…!”

machado-de-assis

Memórias Póstumas de Brás Cubas (Capítulo XII)
Machado de Assis (Rio de Janeiro, 21 de junho de 1839 — Rio de Janeiro, 29 de setembro de 1908) foi um escritor brasileiro, amplamente considerado como o maior nome da literatura nacional.

Prestem atenção!

1) “Por que” separado tem dois empregos:

a) se houver a união da preposição “por” + pronome interrogativo ou indefinido “que” terá significado de “por qual razão” ou “por qual motivo”:

– Por que (por qual motivo, razão) você não veio ontem à universidade?

Não sei por que (por qual motivo, razão) estou tão cansada

b) se houver a união da proposição “por” + pronome relativo “que” terá o significado de “pelo qual”:

– As cidades por que (pelas quais*) passamos eram realmente belíssimas. 

* pelo qual, pelos quais, pela qual, pelas quais.

2) “Por quê” quando usado antes de um ponto (final, interrogativo, exclamativo) deverá ser acentuado, com o significado de “por qual motivo”, “por qual razão”:

 Vocês não saíram ontem? Por quê? (por qual motivo, razão)

 3) “Porque” é uma conjunção causal com valor aproximado de “pois”, “uma vez que”:

– Não viajamos porque estávamos sem dinheiro. (pois; uma vez que)

– Carla não quis sair porque estava cansada. (pois; uma vez que)

4) Porquê é um substantivo com significado de “o motivo”, “a razão”. Vem acompanhado de artigo, pronome, adjetivo ou numeral:

– Não entendo o porquê dessa sua tristeza. (o motivo, a razão)

– Dê-me um porquê para não conversarmos agora. (uma razão, um motivo)

Até breve e bons estudos!

Claudia V. Lopes

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