Pagar o pato

Ciao a tutti! Avete mai sentito l’espressione “pagar o pato“? In italiano corrisponde alle seguenti locuzioni: farne le spese, andarci di mezzo, essere il capro espiatorio, risentirne.

pagar o pato
L’origine è molto curiosa che rimonta al medioevo italiano. In un racconto di Giovanni Bracciolini (Terranuova, 11 febbraio 1380 – Firenze, 30 ottobre 1459), un contadino vende una papera a una donna in cambio di sesso. Il ragazzo, insaziabile, ne vuole di più ma lei si rifiuta. Arriva il marito e chiede quale sia il motivo della discussione. Per raggirarlo, il contadino dice che mancano ancora 2 centesimi per completare il pagamento. Preoccupato per la cena, il cornuto decide di pagare letteralmente la papera (pagar o pato):

Levy diz que a economia pode “pagar o pato” em caso de impeachment. Levy dice che l’economia ne risentirà in caso di impeachment.

Notizia tratta dal giornale brasiliano Folha de São Paulo – 18/12/2015

Arrivederci e buona lettura!

 

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Música Popular Brasileira: Adriana Calcanhotto

adriana calcanhoto

Adriana da Cunha Calcanhotto (Porto Alegre, 3 ottobre 1965) è una cantante e compositrice brasiliana.

È attualmente una delle principali rappresentanti della MPB (Música Popular Brasileira). Le sue composizioni raggruppano diversi stili che vanno dalla samba al rock, passando per la bossa nova, il funk, il pop e le ballate. (Wikipédia)

Ho scelto per voi una delle sue canzoni più belle, si chiama “Metade” (Metà) spero che vi piaccia. La traduzione/versione è letterale, cosicché possiate capire almeno un po’ delle parole.  Buon ascolto!

metade
metà

Eu perco o chão, eu não acho as palavras Mi manca la terra sotto i piedi, non trovo le parole
Eu ando tão triste, eu ando pela sala Mi sento così triste, cammino per la stanza
Eu perco a hora, eu chego no fim Io perdo l’ora, arrivo alla fine
Eu deixo a porta aberta Lascio la porta aperta
Eu não moro mais em mim Non abito più in me stessa
Eu perco as chaves de casa Io perdo le chiavi di casa
Eu perco o freio Io perdo il freno
Estou em milhares de cacos, eu estou ao meio Sono in miglia di pezzi, sono a metà
Onde será que você está agora? Dov’è che sei adesso?
Eu perco as chaves de casa Io perdo le chiavi di casa
Eu perco o freio Io perdo il freno
Estou em milhares de cacos, eu estou ao meio Sono in miglia di pezzi, sono a metà
Onde será que você está agora? Dov’è che sei adesso?

Osservazioni:

A – “sala” in portoghese è “salotto“, ho scelto comunque “stanza” perché era più orecchiabile.

B – “andar pela sala” nel senso di camminare da una parte all’altra dentro casa, per esempio, quando abbiamo dei pensieri per la testa.

Arrivederci!

O presente do indicativo dos verbos regulares no português

Os verbos regulares da língua portuguesa se dividem em três grupos, de acordo com a desinência do infinitivo: –ar, –er, –ir (-are, -ere, -ire). À raiz do verbo – infinitivo sem as desinências – acrescentam-se as desinências de tempo. O presente do indicativo da língua portuguesa é idêntico ao da língua italiana, ou seja:

A – Enuncia um fato atual que se dá no exato momento em que se fala:

Agora chove.
[Adesso piove.]chuva

O céu está cinzento.
[Il cielo è grigio.]

B – Indica ações e estados permanentes considerados como verdade absoluta, um dogma, um artigo de lei:

Os planetas giram em torno do Sol.
[I pianeti girano intorno al Sole.]

sistema solar

A Terra é redonda.
[La Terra è rotonda.]

C – Indica ações quotidianas e habituais:

Ele sempre chega atrasado.
[Lui arriva sempre in ritardo.]atrasado

Carla como muito.
[Carla magia troppo.]

D – Indica um fato que acontecerá em um futuro próximo:

rio de janeiroVou para o Rio de Janeiro.
[Vado a Rio de Janeiro]

PARADIGMA DAS CONJUGAÇÕES –AR, –ER E –IR

AMAR (-AR) – amare

eu amo
tu amas
você/ele/ela ama
nós amamos
vocês/eles/elas amam

COMER (-ER) – mangiare

eu como
tu comes
você/ele/ela come
nós comemos
vocês/eles/elas comem

PARTIR (-IR) – partire 

eu parto
tu partes
você/ele/ela parte
nós partimos
vocês/eles/elas partem

Obs: O pronome sujeito “tu” é usado em Portugal e em algumas regiões do Brasil. O “vós” não é usado no português moderno.

És português?
[Sei portoghese?]

Até breve e bons estudos!

Tirar o cavalinho (cavalo) da chuva

È un’espressione tuttora molto usata  in Brasile e in Portogallo che significa “desistere dal fare qualcosa”. La spiegazione rimonta ai vecchi tempi, in cui il cavallo era il principale mezzo di trasporto. Di solito, quando si andava a fare visita a un amico, e non si aveva intenzione di trattenersi a lungo, si lasciava l’animale senza protezione di fronte alla casa (segno di permanenza breve). Tuttavia, succedeva spesso che al padrone di casa piacesse la chiacchierata, obbligando, letteralmente, l’amico a mettere il cavallo al riparo, cioè “tirar o cavalinho/cavalo da chuva“: in poche parole “desistere dall’intenzione di andarsene”. Poi il significato del termine si è stesso passando a significare “desistere da un qualsiasi proposito o intento”.

(la traduzione letterale sarebbe “togliere il cavallo/cavallino dalla pioggia”)

 

cavalo  

– Mamãe, posso sair hoje com as minhas amigas?  

– Mamma, posso uscire oggi con le mie amiche?

 

– Pode tirar o cavalinho da chuva! Hoje é quinta-feira e amanhã você tem escola. – Non se ne parla proprio! Oggi è giovedì e domani hai scuola.

 Arrivederci e buono studio!

 

 

 

 

A lua feiticeira e a filha que não sabia pilar

conteur africain

A Lua tinha uma filha branca e em idade de casar. Um dia apareceu-lhe em casa um monhé pedindo a filha em casamento. A lua perguntou-lhe:

— Como pode ser isso, se tu és monhé? Os monhés não comem ratos nem carne de porco e também não apreciam cerveja… Além disso, ela não sabe pilar

O monhé respondeu:
– Não vejo impedimento porque, embora eu seja monhé, a menina pode continuar a comer ratos e carne de porco e a beber cerveja… Quanto a não saber pilar, isso também não tem importância pois as minhas irmãs podem fazê-lo.

A lua, então, respondeu:
– Se é como dizes, podes levar a minha filha que, quanto ao mais, é boa rapariga.

O monhé levou consigo a menina. Ao chegar a casa foi ter com a sua mãe e fez-lhe saber que a menina com quem tinha casado comia ratos, carne de porco e bebia cerveja, mas que era necessário deixá-la à vontade naqueles hábitos. Acrescentou também que ela não sabia pilar, mas que as suas irmãs teriam a paciência de suprir essa falta.

Dias depois, o monhé saiu para o mato à caça. Na sua ausência, as irmãs chamaram a rapariga (sua cunhada) para ir pilar com elas para as pedras do rio e esta desatou a chorar.

Pilon

(wikipédia – Grupo de mulheres em Cabo Verde, utilizando um pilão)

As irmãs censuraram-na:
– Então tu pões-te a chorar por te convidarmos a pilar?… Isso não está bem! Tens de aprender porque é trabalho próprio das mulheres.

E, sem mais conversas, pegaram-lhe na mão e conduziram-na ao lugar onde costumavam pilar.
Quando chegaram ao rio, puseram-lhe o pilão na frente, entregaram-lhe um maço e ordenaram que pilasse.

200px-Pilão

A rapariga começou a pilar mas com uma mágoa tão grande que as lágrimas não paravam de lhe escorrer pela cara. Enquanto pilava, ia-se lamentando:
– Quando estava em casa da minha mãe, não costumava pilar… Ao dizer estas palavras, a rapariga, sempre a pilar e juntamente com o pilão, começou a sumir-se pelo chão abaixo, por entre as pedras que, misteriosamente, se afastavam. E foi mergulhando, mergulhando… até desaparecer.

(pilão africano – Wikipédia)

Ao verem aquele estranho fenómeno, as irmãs do monhé abandonaram os pilões e foram a correr contar à mãe o que acontecera. Esta ficou assustada com a estranha novidade e tinha o coração apertado de receio, quando chegou o monhé, seu filho.
Este, ao ouvir o relato do que acontecera à sua mulher, ralhou com as irmãs, censurando-as por não terem cumprido as suas ordens. Apressou-se a ir ter com a Lua, sua sogra, para lhe dar conta do desaparecimento da filha.

A lua, muito irritada, disse:
– A minha filha desapareceu porque não cumpriste o que prometeste. Faz como quiseres, mas a minha filha tem de aparecer!
– Mas como posso ir ao encontro dela se desapareceu pelo chão abaixo?

A lua mudou, então, de aspecto e, mostrando-se conciliadora, disse:
– Bom, vou mandar chamar alguns animais para se fazer um remédio que obrigue a minha filha a voltar… Vai para o lugar onde desapareceu a minha filha e espera lá por mim.

O monhé foi-se embora e a lua chamou um criado ordenando:
– Chama o javali, a pacala, a gazela, o búfalo e o cágado e diz-lhes que compareçam, sem demora, nas pedras do rio onde desapareceu a minha filha.

O criado correu a cumprir as ordens e os animais convidados apressaram-se para chegar ao lugar indicado. A lua também para lá se dirigiu com um cesto de alpista. Quando chegou ao rio, derramou um punhado de alpista numa pedra e ordenou ao porco que moesse.

O porco, enquanto moía, cantou:
– Eu sou o javali e estou a moer alpista para que tu, rapariga, apareças ao som da minha voz!

Nesse momento ouviu-se a voz cava da menina que, debaixo do chão, respondia:
Não te conheço!
O javali, despeitado, largou a pedra das mãos e afastou-se cabisbaixo. Aproximou-se em seguida a pacala e, enquanto moía, cantou:
– Eu sou a pacala e estou a moer alpista para que tu, rapariga, apareças ao som da minha voz!

Ouviu-se novamente a voz da menina que dizia:
– Não te conheço!
A gazela e o búfalo ajoelharam também junto do moinho, fazendo a sua invocação, mas a menina deu a ambos a mesma resposta:
– Não te conheço!

Por último, tomou a pedra o cágado e, enquanto moía, cantou:
– Eu sou o cágado e estou a moer alpista para que tu, rapariga, apareças ao som da minha voz!

CAGADO

A menina cantou, então, em voz terna e melodiosa:
– Sim, cágado, à tua voz eu vou aparecer!…

E, pouco a pouco, a menina começou a surgir por entre as pedras do rio, juntamente com o pilão, mas sem pilar. Quando emergiu completamente parou e ficou silenciosa.

Os animais juntaram-se todos, curiosos, à volta da menina
Então, a lua disse:
– Agora a minha filha já não pode continuar a ser mulher do monhé, pois ele não soube cumprir o que me prometeu. Ela será, daqui para o futuro, mulher do cágado, pois só à sua voz é que ela tornou a aparecer.

Então o cágado levantou a voz dizendo:
– Estou muito feliz com a menina que acaba de me ser dada em casamento e, como prova da minha satisfação, vou oferecer-lhe um vestido luxuoso que ela vestirá uma só vez, pois durará até ao fim da sua vida. E, dizendo isto, entregou à menina uma carapaça lindamente trabalhada, igual à sua.

Da ligação do cágado com a filha da lua é que descendem todos os cágados do mundo…

Escutem a narração do conto!

Glossário:

monhé – mozambicano che professa l’islamismo

menina – ragazzina

podes levar – puoi portare

pilar – pestare

foi ter com a sua mãe – è andato a parlare con sua madre

quanto ao mais – inoltre

deixá-la à vontade – farla stare a suo agio

suprir essa falta – suprire questa mancanza

rapariga – ragazza

desatou a chorar – si è messa a piangere

um punhado de alpista – una manciata di becchime

moer – macinare, pestare

não te conheço – non ti conosco

voz cava – voce grave, rauca 

voz tenra – voce tenera

pilão – pestello

mágoa – tristezza, dolore

começou a sumir-se pelo chão abaixo – ha iniziato a scomparire lungo il terreno sottostante

pacala – grande antilope di Mozambico e di Angola della famiglia di bovini

punhado de alpista – una manciata di becchime.

moesse – pestasse, macinasse 

daqui para o futuro – d’ora in poi

não te conheço – non ti conosco 

carapaça – corazza

cágado – tartaruga

Até breve e boa leitura!

 

 

 

 

 

 

 

 

 

A senhora é a nova secretária?

Ciao ragazzi! Il nostro post di oggi tratta di alcune strutture utili di cui abbiamo bisogno per i primi approcci lavorativi e non solo. Siete pronti?

 

secretaria

– Bom-dia!
– Bom-dia! Como vai a senhora?
– Bem, obrigada. E o senhor?
– Bem, obrigado. Sente-se, por favor. A senhora é a nova secretária?
– Sou, sim.
– Como é o seu nome?
– Fernanda Costa.
– De onde é a senhora?
– Do Rio de Janeiro, mas moro em Vitória.
– Onde a senhora mora? No centro da cidade?
– Sim, no centro da cidade. Aqui estão os meus documentos e o meu currículo.
– Ótimo. A senhora pode começar na próxima segunda-feira?
– Sim, posso.
– Então, boa sorte!
– Obrigada.

Glossário:

A senhora é a nova secretária? – Lei è la nuova segretaria?
Sente-se (imperativo) – si sieda 
de onde – di dove 
morar (v.) – abitare
pode começar – può cominciare
segunda-feira – lunedì

Prestem atenção na estrutura!

medico

1 – O senhor é médico? Sou, sim.

2 – A senhora é diretora? Não, não sou. Sou professora.

3 – Você é brasileiro? Sim, sou.

4 – Ela é portuguesa? Sim, é.

 5 – Vocês são argentinos? Não, não somos. Somos bolivianos.

Até breve e bons estudos!