A concordância do verbo FAZER

A concordância do verbo FAZER

Bom dia, pessoal!

Quem é que pelo menos uma vez na vida não teve dúvidas em relação à concordância do verbo FAZER quando indica tempo transcorrido?

“Faz cinco anos que não nos vemos” ou “fazem cinco anos que não nos vemos”? Qual seria a forma correta? É simples! O verbo FAZER torna-se IMPESSOAL quando indica tempo transcorrido e, logo, não deve ser flexionado. Por isso, a forma correta é “faz cinco anos que não nos vemos”.

Prestem atenção nas frases a seguir:

JÁ DEVIA FAZER 5 ANOS QUE NÃO NOS VIAMOS.

VAI FAZER DEZ ANOS QUE NÃO NOS VEMOS.

As locuções verbais que possuem o verbo FAZER com o mesmo sentido de tempo transcorrido devem seguir a mesma regra em relação à concordância. Em poucas palavras, os verbos auxiliares DEVER e FAZER não devem variar.

Um grande abraço e bons estudos!

Cláudia Lopes

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“Através de” ou “por meio de”?

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Oi, pessoal!

Quem é que já não ficou em dúvida na hora de usar as locuções “através de” ou “por meio de”? Pode parecer difícil, mas não é, por isso prestem atenção na explicação e nos exemplos.

1) através de – o vocábulo através é classificado como advérbio e significa  “de lado, de través, transversalmente, de atravessado”: ex. Hoje de manhã, vi uma grande árvore caída através da estrada.

Antes de substantivo, "através" pede sempre a preposição "de" - ex.: gosto de caminhar através dos campos.

Algumas locuções com “através de“:

a) Ver o sol através das nuvens (pelo meio de);

b) O raio passa através da matéria (por dentro de, pelo interior de);

c) O ladrão entrou na minha casa através da janela/do portão (pela janela, pelo portão);

d) Esses problemas prolongam-me através dos anos (no decorrer de com significado de “medida de tempo”);

f) Ele gosta de caminhar através de ruas e vielas (de um lado para o outro com o significado de “qualquer espaço delimitado”);

g) É importante educar os filhos através de exemplos (sentido figurado “por meio de”, “mediante”, e, neste caso, as locuções em questão seriam sinônimas).

Terão percebido que “através de” tem o significado de movimento físico, pois, no fundo, nos dá a ideia de alguém ou alguma coisa que atravessa ou se move, com exceção do último exemplo.

2) por meio de – a “locução por meio de” tem o significado de “por intermédio de, mediante, fazer uso de” e refere-se à ideia de instrumento com o qual executamos uma determinada ação.

Alguns exemplos com a locução com “por meio de“:

a) Por meio de uma chave falsa, o ladrão conseguiu abrir a porta;

b) Os presentes foram entregues por meio dos correios;

c) Eles se comunicam somente por meio de cartas;

Há alguns linguistas menos normativos que aceitam o uso de “através de” e “por meio de” nas mesmas situações. Porém, de acordo com a norma culta da língua portuguesa, as expressões em questão têm significados diferentes e devem ser usadas em modo distinto.

Até breve e bons estudos!

Cláudia Valéria Lopes

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ONDE versus EM QUE, NA QUAL, NO QUAL

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Olá, pessoal!

Vamos falar um pouquinho sobre o uso do advérbio “onde” e das expressões “no/na qual e em que”?

O advérbio “onde” é usado com valor circunstancial, em frases interrogativas (diretas ou indiretas): onde está o livro?; perguntou-me onde estava o  livro. É adequado a situações locativas estáticas com o significado de “em que lugar”, “em qual lugar”: onde vivem os seus pais?; o lugar onde se situa a sua casa é muito bonito.

Contudo, vale ressaltar, que “onde” há várias funções no enunciado e o seu significado básico locativo acompanha os seguintes empregos:

A) como substituto de um circunstante locativo: encontrei-o no Rio de Janeiro, onde pensava que jamais o teria encontrado.

B) como elemento que estabelece relação de subordinação entre termos (o lugar onde eles nasceram) ou orações (não entenderam onde a conferência teria lugar).

Nos demais casos, é aconselhável usar as expressões “no/na qual” e “em que“?

Ex.:

Li um excelente ensaio em que o autor defende os seus argumentos.

O artigo no qual encontrei aquelas informações está na minha gaveta.

Esta é a reportagem em que ele denuncia todas as irregularidades.

A bolsa na qual coloquei as chaves ficou na casa da minha mãe.

Até breve e bons estudos!

Cláudia Valéria Lopes

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Entrega a domicílio ou em domicílio?

www.pordentrodalinguaportuguesa.com

Quem, pelo menos uma vez na vida, já não ficou em dúvida em relação às expressões “a domicílio e em domicílio”? Qual é a forma correta? Antes de tudo, vamos refletir um pouco: os verbos dinâmicos (ir, dirigir-se, encaminhar-se, etc.) são regidos pela preposição “a” e os verbos estáticos (estar, ficar, permanecer, etc.) pela preposição “em”.

Contudo, pelo que pude perceber das leituras que fiz, a norma padrão do português europeu coloca a língua sob uma perspectiva mais dinâmica, aceitado, inclusive, as formas “entrega a/ao domicílio“.

Vale ressaltar que o verbo entregar admite regências diferentes:

1) bitransitivo no sentido de dar, pagar, restituir, denunciar, vender – ex.: Entreguei o livro à minha amiga;

2) transitivo direto no sentido de trair – ex.: entregaram o delator.

Em relação às formas “a domicílio e ao domicílio”, o substantivo entrega define uma modalidade de entrega e não o movimento de um lugar para o outro. Se estamos falando de um domicílio específico, podemos também dizer “entrega no domicílio” e “dar aulas em casa ou no domicílio”.

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No português brasileiro, o raciocínio é bem diferente, pois os seguidores da gramática normativa afirmam que a expressão correta é “entrega em domicílio“, uma vez que se trata de um verbo estático, sobretudo em função do paralelismo estabelecido com a expressão “entrega em casa” (do dicionário Houaiss “entrega em domicílio: serviço que leva ao endereço do usuário ou comprador o seu pedido ou algo que lhe foi enviado). Por outro lado, aceitam o uso da preposição “a” com os verbos dinâmicos enviar, ir, levar, dirigir-se, dentre outros:

Exemplos:

Verbos estáticos

Entregamos pizzas em domicílio.
– Atendem-se os clientes em domicílio.
– Dou aulas de italiano em domicílio.

Verbos dinâmicos

– Levamos as compras a domicílio.
– Vou a domicílio dar aulas de italiano.
– Levam-se encomendas a domicílio.

Acho, contudo, que se trata de duas expressões muito problemáticas, considerando que não há uma uniformização em relação ao seu uso. Os gramáticos menos tradicionalistas entendem o verbo “entregar” não como um verbo estático, mas dinâmico regido pela preposição “a” e, talvez, exatamente por isso, “entrega a domicílio” seja a expressão mais usada pelos brasileiros.

Até breve e bons estudos!

Cláudia Valéria Lopes

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DE MAIS ou DEMAIS?

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Olá, pessoal!

Vocês sabem qual é a diferença entre “de mais” e “demais“? Já ficaram em dúvida entre um e outro na hora de escrever? Se a resposta for sim, vocês estão no lugar certo. Logo, prestem muita atenção, a diferença é sutil, mas muito significativa do ponto de vista semântico:

1) De mais separado é uma locução adverbial, que significa o oposto de “de menos“, quando nos dá a ideia de quantidade.

Ex.: A salada tem sal de mais para o meu gosto.

Todas as vezes que houver dúvida, tentem substituir "de mais" por "a mais".

2) Demais junto pode ser:

a) advérbio com significado de “em excesso”, “além da conta”, “além da justa medida” – ex.: Nunca é demais relembrá-lo que temos que chegar ao aeroporto às 7 horas da manhã; Por que você fala demais?;  “demasiadamente/em demasia”, “em maneira muito forte” – ex.: Gostei demais do seu texto!; Eles se amam demais.

b) pronome indefinito:

  1. como substantivo, com significado de “os outros”, “os que sobram ou os que são selecionados, escolhidos” – ex.: O senhor pode sair, os demais devem ficar.
  2. como adjetivo, com significado de “os outros” – ex.: Apresento-lhe os demais membros da empresa.
Ademais é um advérbio pouco usado que significa "além disso", "além do mais" - Ex.: Não consegue aprender com facilidade, ademais é muito desatento.

Até breve e bons estudos!

Cláudia Valéria Lopes

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MAS e MAIS: quando usá-los?

Olá, pessoal!

Uma das dúvidas mais comuns da língua portuguesa (falada no Brasil) relaciona-se ao uso de “mas” e “mais“, que pertencem a classes gramaticais diferentes: mas é uma conjunção adversativa, que nos dá ideia de oposição, e pode ser substituída por “contudo”, “todavia”, “entretanto”, etc.; mais é um advérbio de intensidade/quantidade; oposto de menos.

No português brasileiro, a distinção fonética entre um é outro é mínima ou nula, pois os falantes tendem a pronunciar “mas” [mais], praticamente como pronunciam “mais” [mais]. No português europeu, isso não acontece, simplesmente porque a conjunção mas é pronunciada [mɒs], determinando, desse modo, a distinção fonética em relação ao advérbio mais.

Prestem atenção nos exemplos:

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Exemplos com “mas” e “mais” juntos na mesma frase:

a) Queria comer mais sorvete de limão, mas acabou.

b) No próximo domingo tenho uma festa, mas terei que ir embora mais cedo: tenho uma prova de português na segunda-feira.

Até breve e bons estudos!

Claudia V. Lopes

Sobre o porque e outros porquês

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Olá, pessoal!

Se entender o uso dos “porquês” é uma problema para os falantes de língua portuguesa, imaginem com será para os estrangeiros que a estão estudando! O uso dos “porquês” sempre foi um assunto muito complexo, pois suscita sempre muitas dúvidas na hora de usá-los. O que tenho visto por aí, sobre tudo nas redes sociais, é que cada um adota a forma que mais lhe convém, que é quase sempre “pq” (forma abreviada que abarca todos os porquês). Porém, vamos tentar entender juntos quais são as principais diferenças e quando devemos usar cada uma deles.

Leiam o trecho abaixo, tirado do livro Memórias Póstumas de Brás Cubas, de Machado de Assis, em que é possível ver quatro “porquês” consecutivos:

“— Estou muito zangada com o senhor. — Dizia ela.
Por quê?
Por que… Não sei por quePorque é minha sina… Creio que às vezes que é melhor morrer.
Tinham penetrado numa pequena moita: Era lusco-lusco; eu segui-os. O Vilaça levava nos olhos umas chispas de vinho e de volúpia.
— Deixe-me, disse ela.
— Ninguém nos vê. Morrer, meu anjo? Que ideias são essas! Você sabe que morrerei também… Que digo?… Morro todos os dias, de paixão, de saudades…!”

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Memórias Póstumas de Brás Cubas (Capítulo XII)
Machado de Assis (Rio de Janeiro, 21 de junho de 1839 — Rio de Janeiro, 29 de setembro de 1908) foi um escritor brasileiro, amplamente considerado como o maior nome da literatura nacional.

Prestem atenção!

1) “Por que” separado tem dois empregos:

a) se houver a união da preposição “por” + pronome interrogativo ou indefinido “que” terá significado de “por qual razão” ou “por qual motivo”:

– Por que (por qual motivo, razão) você não veio ontem à universidade?

Não sei por que (por qual motivo, razão) estou tão cansada

b) se houver a união da proposição “por” + pronome relativo “que” terá o significado de “pelo qual”:

– As cidades por que (pelas quais*) passamos eram realmente belíssimas. 

* pelo qual, pelos quais, pela qual, pelas quais.

2) “Por quê” quando usado antes de um ponto (final, interrogativo, exclamativo) deverá ser acentuado, com o significado de “por qual motivo”, “por qual razão”:

 Vocês não saíram ontem? Por quê? (por qual motivo, razão)

 3) “Porque” é uma conjunção causal com valor aproximado de “pois”, “uma vez que”:

– Não viajamos porque estávamos sem dinheiro. (pois; uma vez que)

– Carla não quis sair porque estava cansada. (pois; uma vez que)

4) Porquê é um substantivo com significado de “o motivo”, “a razão”. Vem acompanhado de artigo, pronome, adjetivo ou numeral:

– Não entendo o porquê dessa sua tristeza. (o motivo, a razão)

– Dê-me um porquê para não conversarmos agora. (uma razão, um motivo)

Até breve e bons estudos!

Claudia V. Lopes

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A estrutura da frase na língua portuguesa

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Olá, pessoal!

No nosso post de hoje, estudaremos um pouco sobre a estrutura da frase na língua portuguesa, que talvez seja um dos pontos mais críticos não só para estrangeiros, mas também para falantes de português. Aprender os diferentes tempos e modos verbais não é difícil, e tenho certeza de que muitos de vocês sabem as conjunções de cor e salteado. O problema apresenta-se, quando temos que combiná-los com coerência e coesão, sobretudo num texto escrito.

Antes de tudo, é importante que vocês saibam que a língua portuguesa é considerada uma língua SVO, que é a sigla que indica uma estrutura oracional do tipo sujeito-verbo-objeto: o sujeito surge primeiro, seguido do verbo e, por último, do objeto. Vale ressaltar que mais de 75 % das línguas do mundo seguem essa estrutura, sendo, por isso, uma das mais comuns. No alemão, latim, japonês e em algumas outras línguas a estrutura mais comum é a SOV (sujeito, objeto, verbo).

Para que possamos iniciar os nossos estudos, vamos primeiro entender alguns termos que nos acompanharão daqui para frente.

Frase, período, oração:

Embora haja numerosas definições para o termo “frase“, adotaremos apenas um, tentando desambiguá-lo, sempre que possível, em relação aos seus sinônimos, nem sempre perfeitos, “período” e “oração“.

A frase é a reunião de palavras que forma sentido completo e estabelece comunicação. Além disso, pode “expressar um juízo, indicar uma ação, estado ou fenômeno, transmitir um apelo, uma ordem ou exteriorizar emoções” (Othon M. Garcia). A frase, no português, é geralmente estruturada a partir de dois termos essenciais: sujeito e predicado. Todavia, existem orações ou frases sem sujeito: na frase “saímos”, por exemplo, o sujeito é classificado como implícito, embora a terminação do verbo nos diga, claramente, que se trata da primeira pessoa do plural “nós” do verbo “sair”. O que significam os termos sujeito e predicado?

  • sujeito é o termo da oração sobre o qual se anuncia algo e que concorda com o verbo em número e pessoa;
  • predicado é o elemento da oração que declara algo sobre outro, que é exatamente o sujeito.

De qualquer forma, é muito importante entendermos qual é o núcleo significativo da declaração: se estiver no verbo, teremos predicado verbal; se estiver em algum nome, teremos predicado nominal, típico das frases que possuem um verbo de ligação (ser, estar, andar, ficar, etc.):

a) Os meninos jogam carta. (predicado verbal – o sujeito é “os meninos”, que concorda em numero e pessoa com o verbo “jogar”. O predicado é “jogam carta“; núcleo “jogam“);

b) Ana é africana. (predicado nominal – o sujeito é “Ana”; a declaração referente à “Ana” é “é africana“; núcleo “africana“).

Para que uma frase seja considerada uma oração é necessário que o enunciado tenha sentido completo e que tenha verbo ou locução verbal:

  • Os estudantes acabaram de fazer a prova de matemática.
  • Estou fazendo o possível para terminar logo.
  • Convém que te apresses – (há duas orações em relação de subordinação, mas só uma frase).
Temos uma locução verbal quando dois ou mais verbos têm valor de um, expressão que é sempre composta por verbo auxiliar + verbo principal: está estudado = estuda; ia falando = falava.

A oração pode ser, em alguns casos, sinônimo de frase e período simples, quando exprime um pensamento completo que termina com um sinal de pontuação: ponto final (.), ponto de exclamação (!), ponto de interrogação (?).

Sobre esses pontos mais complexos, falaremos no próximo post.

Até breve e bons estudos!

Claudia V. Lopes

Após ou depois?

 

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Olá, pessoal!

No nosso post de hoje, iremos estudar algumas diferenças entre o advérbio “depois” (de + latim post) e a preposição “após” (do latim ad+post), bem como entender em que contextos podem ser usados em modo distinto, como sinônimos ou, até mesmo, substituídos por outros termos. Num modo geral, ambos são usados indiscriminadamente na fala, embora convenha adotar uma padronização em situações mais formais, sobretudo na escrita, como veremos a seguir:

a) após é usado para indicar posterioridade no espaço:

A secretaria da hospital fica após o centro de pediatria.
A prefeitura fica após a escola.
O acidente aconteceu após aquela curva perigosa.

b) depois (seguido ou não da preposição “de“) é usado para indicar posterioridade no tempo:

– Por favor, tome os comprimidos depois das principais refeições.

– Podemos conversar depois?

– Depois de terminar a graduação, fará uma longa viagem pela Europa.

– Chegamos duas horas depois.

Deve-se EVITAR, porém, o uso de APÓS antes das formas nominais do verbo (infinitivo ou particípio):

- Coma somente depois de lavar as mãos.
- Qualquer medicamento perde a validade depois de aberto.

É preciso ter em mente que após é uma preposição e sua união com a preposição “a” gera redundância, por isso, é ERRADO dizer “após ao centro de pediatria“! E não devemos esquecer, também, que depois é um advérbio de tempo, razão porque é mais apropriado usá-lo come elemento que modifica o verbo: “dormirei agora e estudarei depois“, e não após.

Expressões consagradas com após:

Ano após ano; dia após dias.
Alguns casos de sinonímia e substituição

a) após/depois de (em sentido temporal):

Gosto de sentir o perfume de terra molhada após a chuva/depois da chuva.
Adormeceu, após alguns minutos/depois de alguns minutos.

b) após, atrás de, em seguida a (em sentido espacial):

Carlos sentou-se após a terceira fileira/atrás da terceira fileira/em seguida à terceira fila.

c) após/atrás de si:

Ela passou deixando após o rastro do seu perfume/atrás de si o rastro do seu seu perfume.

d) depois (de), atrás (de), detrás (de):

O teatro que vocês procuram fica depois/atrás/daquela daquela praça.

e) depois, além disso, ademais:

Nada falaria sobre sua vida privada, depois/além disso/ademais, isso não vinha ao caso.

Naturalmente, as informações contidas neste post não são exaustivas, cabendo, portanto, ao estudante consultar o dicionário ou uma boa gramática, sempre que houver dúvidas.

Até breve e bons estudos!

Claudia V. Lopes

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Expressões de tempo “desde” e “há”

TEMPO

Olá, pessoal!

No nosso post de hoje, iremos ver alguns usos das expressões de tempo “desde” e ““, portanto, prestem muito atenção nos exemplos. Embora essas expressões indiquem tempo decorrido, devemos ter cuidado para não usar uma no lugar da outra.

As expressões de tempo “desde” e “” relacionam-se com o presente e o passado.

DESDE (preposição) – combinação da antiga preposição des (< lat. de ex), já documentada no século XIII, com a preposição de.

a) a partir de (no espaço, no tempo); a datar de, etc.:

Chovia desde a Bahia até o Espirito Santo.
Estou trabalhando desde cedo.
Estou a esperar por vocês desde as duas horas da tarde.
Vive na França desde os cinco anos.
Cristina mora na Espanha desde 1996.

Obs.: Estou esperando por você desde as 5h da tarde e NÃOdesde às 5h da tarde“. DESDE é uma preposição que se refere a movimento ou extensão a partir de um ponto e deve ser acompanhada por um ARTIGO.

trabalhar

(Créditos da imagem – Cygnus)

– do verbo HAVER, com sentido impessoal: ter transcorrido ou ser transcorrido (tempo), com o verbo SEMPRE na terceira pessoa do singular:

Estiveram na Itália cinco anos.
Frequento a universidade de letras três anos.
dias que não o vejo.
Não a vemos mais de duas semanas.
Estou sem comer 6 horas.

Obs.: as mesmas frases poderiam ser escritas utilizando o verbo “fazer” com sentido de tempo transcorrido, com o verbo na terceira pessoa do singular – Faz cinco anos que estive na Itália; faz três anos que frequento a universidade de letras.

Exercícios – complete os espaços em branco com as expressões de tempo “desde” e ““:

a) Estou trabalhando …………. as 6 horas da manhã.

b)…………… dias que me sinto assim cansada, acho que preciso de férias.

c) ……………. quando vocês não se falam? ……………. o ano passado.

d) …………….. quanto tempo seus pais vivem nos Estados Unidos?

e) Estamos esperando o ônibus para o centro da cidade ……………. mais de 20 minutos!

f) Eles vivem no Brasil ………………… 2007.

h) ……………………. quando você trabalha aqui?

i) Não saímos juntos ………………. muito tempo.

Até breve e bons estudos!