A estrutura da frase na língua portuguesa

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Olá, pessoal!

No nosso post de hoje, estudaremos um pouco sobre a estrutura da frase na língua portuguesa, que talvez seja um dos pontos mais críticos não só para estrangeiros, mas também para falantes de português. Aprender os diferentes tempos e modos verbais não é difícil, e tenho certeza de que muitos de vocês sabem as conjunções de cor e salteado. O problema apresenta-se, quando temos que combiná-los com coerência e coesão, sobretudo num texto escrito.

Antes de tudo, é importante que vocês saibam que a língua portuguesa é considerada uma língua SVO, que é a sigla que indica uma estrutura oracional do tipo sujeito-verbo-objeto: o sujeito surge primeiro, seguido do verbo e, por último, do objeto. Vale ressaltar que mais de 75 % das línguas do mundo seguem essa estrutura, sendo, por isso, uma das mais comuns. No alemão, latim, japonês e em algumas outras línguas a estrutura mais comum é a SOV (sujeito, objeto, verbo).

Para que possamos iniciar os nossos estudos, vamos primeiro entender alguns termos que nos acompanharão daqui para frente.

Frase, período, oração:

Embora haja numerosas definições para o termo “frase“, adotaremos apenas um, tentando desambiguá-lo, sempre que possível, em relação aos seus sinônimos, nem sempre perfeitos, “período” e “oração“.

A frase é a reunião de palavras que forma sentido completo e estabelece comunicação. Além disso, pode “expressar um juízo, indicar uma ação, estado ou fenômeno, transmitir um apelo, uma ordem ou exteriorizar emoções” (Othon M. Garcia). A frase, no português, é geralmente estruturada a partir de dois termos essenciais: sujeito e predicado. Todavia, existem orações ou frases sem sujeito: na frase “saímos”, por exemplo, o sujeito é classificado como implícito, embora a terminação do verbo nos diga, claramente, que se trata da primeira pessoa do plural “nós” do verbo “sair”. O que significam os termos sujeito e predicado?

  • sujeito é o termo da oração sobre o qual se anuncia algo e que concorda com o verbo em número e pessoa;
  • predicado é o elemento da oração que declara algo sobre outro, que é exatamente o sujeito.

De qualquer forma, é muito importante entendermos qual é o núcleo significativo da declaração: se estiver no verbo, teremos predicado verbal; se estiver em algum nome, teremos predicado nominal, típico das frases que possuem um verbo de ligação (ser, estar, andar, ficar, etc.):

a) Os meninos jogam carta. (predicado verbal – o sujeito é “os meninos”, que concorda em numero e pessoa com o verbo “jogar”. O predicado é “jogam carta“; núcleo “jogam“);

b) Ana é africana. (predicado nominal – o sujeito é “Ana”; a declaração referente à “Ana” é “é africana“; núcleo “africana“).

Para que uma frase seja considerada uma oração é necessário que o enunciado tenha sentido completo e que tenha verbo ou locução verbal:

  • Os estudantes acabaram de fazer a prova de matemática.
  • Estou fazendo o possível para terminar logo.
  • Convém que te apresses – (há duas orações em relação de subordinação, mas só uma frase).
Temos uma locução verbal quando dois ou mais verbos têm valor de um, expressão que é sempre composta por verbo auxiliar + verbo principal: está estudado = estuda; ia falando = falava.

A oração pode ser, em alguns casos, sinônimo de frase e período simples, quando exprime um pensamento completo que termina com um sinal de pontuação: ponto final (.), ponto de exclamação (!), ponto de interrogação (?).

Sobre esses pontos mais complexos, falaremos no próximo post.

Até breve e bons estudos!

Claudia V. Lopes

Publicado por Claudia Lopes

Cláudia Valéria Lopes è nata a Rio de Janeiro, Brasile. Nel 2001 si laureò in Lingue straniere (portoghese e italiano) presso l’UFRJ – Universidade Federal do Rio de Janeiro. È traduttrice e insegnante di portoghese e italiano. Ha vissuto in Italia per sette anni, periodo in cui ha potuto approfondire le sue conoscenze della lingua italiana e dare continuità ai suoi studi. Ha lavorato per due anni come lettrice di lingua portoghese (norma brasiliana ed europea) presso l’Università degli Studi di Bari. Dal 2009 vive in Svizzera, dove lavora nel campo dell’e-learning, traduttrice (le sue lingue di lavoro sono: portoghese, italiano, inglese e tedesco) e insegnante di portoghese e italiano. Claudia è amministratrice e redattrice del Blog, della pagina Facebook di Affresco della Lingua Italiana e del canale Youtube.

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